Sobre as Verrugas Genitais

Sobre as Verrugas Genitais

O HPV, “Human Papilloma Virus”, é responsável por provocar uma doença incurável, sexualmente transmissível, que, infelizmente, soma-se àquela lista já enorme das infecções deste tipo. As verrugas genitais, doença conhecida também como Condilomatose, existe há milhares de anos e já que não tem cura, ela faz com que o número de portadores seja cada vez maior.

Até ao momento os pesquisadores têm identificado cerca de 100 variedades de espécies deste vírus, 30 das quais são sexualmente transmissíveis. Algumas dessas 30 espécies determinam também mutações do colo do útero, provocando o cancro cervical (a nível da cérvice).

A principal causa de transmissão da doença é o contacto sexual sem protecção. Também é suficiente o simples contacto para ficar infectado, o que significa que uma simples carícia das zonas íntimas é suficiente para transmitir o vírus aos parceiros. Até simplismente coçar a área lesada e depois tocar com a mesma mão noutra parte do corpo faz com que as verrugas contaminem mais lugares, na pele do mesmo indivíduo ou da parceira.

O vírus pode também ser transmitido por instrumentos medicais inadequadamente esterilizados, intervenções estomatológicas, body piercing ou tatuagens realizadas em ambientes inadequados, o uso em conjunto das toalhas ou roupas, para nem falar do empréstimo da roupa íntima: fatos de banho, meias de mulheres, calças etc.

Os condilomas ou verrugas são lesões carnudas que ocorrem na superfície infectada, excrescências (inchaços) que têm forma de couve-flor ou crista de galo. Podem ser também placas ou sem uma determinada forma, avermelhadas, rosadas ou cinzentas. Têm uma consistência macia e geralmente comprometem a zona genital ou anal. Se forem muito pequenas, são detectadas com mais dificuldade, o que faz com que a pessoa infectada seja incônscia da doença que tem e contamine automatica e inconscientemente outras pessoas também.

Nas mulheres, as verrugas fazem sentir a sua presença tanto na parte externa, no perímetro pubiano, nos grandes e pequenos lábios ou na região perianal, como no interior onde afecta o colo do útero, a vagina ou a uretra.

Os homens podem se aperceber da presença das verrugas na pele do pénis, no prepúcio ou nos testículos, até a região anal, mas também na uretra ou no freio (o cabresto do pénis).

A sintomatologia do vírus (manifestações específicas), se houver, são secreções e corrimentos uretrais acompanhadas por coceira, e pode haver eventuais dores ou ligeiro ardor ao urinar.

O “Human Papilloma Virus” tem um período de incubação (tempo que medeia entre a contaminação e a manifestação dos seus efeitos) de duas semanas a oito-nove meses, com uma média de dez semanas, e as verrugas ocorrem e se multiplicam dentro de três a seis meses após a infecção inicial.

Nas mulheres o risco é muito grande. A maioria das vezes as lesões no colo do útero ou dentro dele podem facilmente se transformar em lesões cancerosas. Extremamente favorável é o ambiente húmido e, sem tratamento adequado, podem se desenvolver rapidamente. É preferível que sejam detectadas pontualmente, antes que degenerem.

Os especialistas experientes podem facilmente fazer o diagnóstico com um simples exame clínico. Se forem observadas verrugas, será necessário fazer investigações aprofundadas tanto para identificar todos os aspectos patológicos como por estabelecer com precisão o tipo de manifestação.

Não há um tratamento que leve à cura definitiva. Só é possível intervir por vários métodos em destruir as verrugas que já surgiram (precisando que estas podem reaparecer a qualquer momento). O método de erradicação é escolhido pelo médico e pode constistir em aplicar localmente substâncias cicatrizantes ou processos de destruição térmica com frio ou calor. A destruição com frio chama-se “crioterapia” e aquela com calor “electrocauterização”. Pode-se usar também: destruição com arco eléctrico ou com laser, que rende a cicatrização muito mais rápida. Independentemente do método escolhido, é obrigatória a abstinência sexual durante o período recomendado pelo médico especialista. Deve notar-se que dependendo do seu tipo, se as verrugas forem tratadas adequadamente, é possível reduzir substancialmente o risco de contaminação de outras pessoas.

Para evitar a reinfecção, recomenda-se o tratamento de todos os parceiros sexuais e é necessário fazer a terapia ao mesmo tempo.

Tal como em todas as doenças sexualmente transmissíveis, além de usar sempre o PRESERVATIVO que é, sem dúvida, a melhor forma de prevenção, prestar muita atenção na escolha dos parceiros sexuais é igualmente um objectivo imperativo.