Papel de animal/ Pet play

Papel de animal/ Pet play

Como já é sugerido pela denominação, este tipo de ficção “doméstica” envolve o jogo de papel, a aceitação de ser tratado como um animal e... montes de imaginação.

A interação típica ocorre entre o parceiro que imita uma criatura vivente (real ou utópica) e o parceiro identificado como treinador ou dono, ou seja a pessoa que dá ordens, oferece protecção, propaga afecto e comporta-se como qualquer detentor de animais de “estimação”.

Mas tudo tem um limite, claro, pois estes “hábitos” não se tornam permanentes, mas delimitados no tempo e no espaço, sendo apenas momentos ocasionais quando os protagonistas deixam de respeitar os rigores diários (sociais) e relacionam a um nível que permite expressões simples, livres e não convencionais.

A pessoa que assume o papel de animal, passa a ser de alguma forma dependente da autoridade e dos cuidados do “dono”, e este (por sua vez) lhe satisfaz as necessidades.

Apesar de o cenário não ser exclusivamente erótico, pode haver relações físicas também. A “distribuição” pode limitar-se a personagens activas, mas não exclui a presença de outros participantes ou observadores directos/indirectos. Para a diversificação e expansão do quadro...

A prática laboriosa requer o uso de fantasias ou accesórios específicos, que ajudam a manter a ilusão da veracidade, substitudo criticado muitas vesez pela ofensa à dignidade humana (uma vez que a guerra, por exemplo, é às vezes considerada um acto heróico). Irónico, não é?!

Mas, enquando as coisas não passam de ser um jogo tranquilo e consensual, sem actos de humiliação, violência ou crueldade, ninguém deve objectar contra aqueles que só querem refugiar-se ocasionalmente no terrirório primitivo dos instinctos primários.